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História da Suzuki

Automóveis, barcos, scooters, quads, motos, motores e muito mais. A Suzuki é uma marca sem fronteiras, nem limites, apostando fortemente em todos os mercados em que está inserida. Quem diria que quase um século depois de ter iniciado o seu percurso produzindo teares, estaria à altura de fabricar motos como a GSX-R, a V-Strom ou a Hayabusa...

Michio-Suzuki.jpg Michio Suzuki

 


Era dos teares

Inicialmente especializada em teares, a empresa privada Suzuki Loom Works, fundada em Outubro de 1909, foi reorganizada e passou a ser designada por Suzuki Loom Manufacturing Co., em 1920. Michio Suzuki foi eleito presidente. O objectivo da empresa, que surgiu na cidade de Hamamatsu, no Japão, passava por produzir teares que superassem a inovação e qualidade da concorrência. E assim foi. A empresa focou-se durante 30 anos na produção de teares que eram considerados os melhores do mercado, quer no Japão, quer em Inglaterra. O prestígio dos seus produtos era tão elevado que contribuiu, e de que maneira, para o crescimento da economia do seu país, sendo atribuída pelo governo do Japão uma medalha de mérito (“Blue Ribbon Medal”) a Michio Suzuki.

 


Novas apostas

Apesar do sucesso alcançado, a Suzuki rapidamente se apercebeu que era necessário diversificar a sua gama de produtos, direccionando-se para as exigências mais elevadas da burguesia consumista. Assim, em 1937, iniciou um novo projecto: a concepção de um carro pequeno. Dois anos e alguns protótipos depois, todos eles equipados com um motor de 800cc a quatro tempos, quatro cilindros e refrigeração liquida, o governo nipónico colocou um ponto final no projecto, pois considerava-o uma “comodidade não essencial”. Com o final da Segunda Grande Guerra, em 1945, a Suzuki regressou à produção de teares, mas a escassez de matérias-primas e a procura de produtos eram elevadas devido à recessão económica. Para garantir a sobrevivência da sua empresa, Michio Suzuki optou por aplicar a sua engenharia em alfaias agrícolas, aquecedores e instrumentos musicais, pois eram produtos que o mercado procurava. Em 1946, a indústria têxtil floresceu. A Suzuki voltou a receber inúmeras encomendas de teares por parte dos fabricantes de têxteis domésticos. Mas, em 1951, uma crise no mercado de algodão voltou a afectar a empresa.

 


Duas rodas: Início

Power-Free-1952.jpg Power Free (1952)

No entanto, a história que mais nos interessa começou em 1952. Com a finalidade de inventar algo para os cidadãos japoneses pouparem nos transportes, a Suzuki criou um novo modelo de veículo, uma bicicleta motorizada: a Power Free. Era equipada com um motor de 36cc, a dois tempos, e tinha um sistema que permitia ao condutor pedalar com o motor a auxiliar, pedalar sem o motor a auxiliar ou, simplesmente, desactivar os pedais e conduzir com a potência do motor. Fabricar ciclomotores também era um risco, sobretudo para quem não tinha qualquer experiência nesse campo. Mas a empresa decidiu apostar forte e ganhou. Rapidamente obteve o rótulo de excelente meio de transporte, uma vez que era muito prático e bem menos cansativo do que se locomover nas bicicletas tradicionais. O sucesso do invento foi de tal ordem que o novo governo democrático japonês garantiu à Suzuki um subsídio de continuidade para a investigação nos motociclos. De seguida, surgiu a sucessora da Power Free, a Diamond Free, com mais 24cc. Em 1954, a companhia passou a ser designada por Suzuki Motor Co. Ltd. e produzia 6.000 motociclos por mês. Já em 1959, todos os modelos produzidos passaram a ter o símbolo da marca, o famoso “S”, nas laterais do depósito da gasolina e nos motores.

 


Nova etapa

Suzulight-1955.jpg Suzulight (1955)

Ainda na década de 50, a Suzuki encetou a produção em série de um carro de baixa cilindrada, o Suzulight (360cc). Considerado uma “maravilha tecnológica”, surgiu em 1955 e incluía inovações radicais para a época. Seguiram-se outros modelos de baixa cilindrada, como o Fronte (1967), o Carry Van (1968), o Jimny 4x4 (1970) e o Alto (1979). Em 1963, dois anos depois de separar a divisão dos teares da dos motores, a Suzuki “invadiu” o mercado norte-americano com os seus motociclos inovadores. Os condutores ficaram encantados com o novo nível de preço e fiabilidade em motos de estrada e motocross, entre outras. Para que tal fosse possível, fundaram a U.S. Suzuki Motor Corp., em Los Angeles. O crescente leque de ofertas proporcionou à empresa tornar-se rapidamente num dos gigantes no mercado das duas rodas.

 


Motos a quatro tempos

A Suzuki GT 750 “nasceu” em 1971 e a série GS em 1976, ano em que iniciou a exportação da GS1000H. Foi precisamente com a lendária GS que a Suzuki fez a transição das motos de dois para quatro tempos. Por outro lado, continuou a apostar forte noutros mercados. Assim, ainda em 1974, entrou no campo do equipamento médico, produzindo a Suzuki Motor Chair Z600, uma cadeira de rodas motorizada. No mesmo ano, expandiu-se para o mercado das casas pré-fabricadas. Simultaneamente, a empresa nipónica criou uma subsidiária na cidade de Ontário, Canadá. Continuando a política de diversificação de produtos, a Suzuki resolveu entrar no mercado da motonáutica, em 1977, começando a desenvolver motores para barcos. Três anos mais tarde, a marca já estava muito bem cotada no mercado mundial. Em 1983, a Suzuki voltou a inovar. Desta feita no mercado do todo-o-terreno, ao introduzir a primeira ATV com quatro rodas e um design vanguardista, a QuadRunner LT125. Ao longo de 1984 várias subsidiárias foram criadas: Nova Zelândia, França e Alemanha. Um ano mais tarde, introduziu a sua gama de automóveis nos EUA (America Automotive Corp.), cabendo a estreia no mercado norte-americano ao modelo Samurai, que revolucionou a indústria automóvel por ser um veículo simultaneamente desportivo, consistente, prático e económico.

 


Geração GSX-R

GSX1300RA_Side.jpg

A revolucionária GSX-R750, réplica de Superbike, começou a ser produzida em 1986. Pela primeira vez uma moto de competição estava ao alcance de todos os condutores. Ao longo dos anteriores 15 anos, muitos dos melhores pilotos mostraram as suas habilidades aos comandos das GSX-RS, brilhando, entre muitas outras, na pista de Daytona. A produção do Suzuki Cultus (Swift) iniciou em 1987, ao passo que o Escudo (Vitara) emergiu no mercado em 1988. A década de 90 trouxe uma nova mudança no nome do gigante japonês, passando para Suzuki Motor Corporation. Em 1991, a produção de carros arrancou também na Coreia, através de uma parceria tecnológica com a Daewoo e, em 1995, foi lançada no mercado a bicicleta eléctrica Suzuki Love, mais uma inovação com a assinatura da marca. Entre 1998 e 1999 apresentou os primeiros motores fora-de-borda, a quatro tempos, de 40, 50, 60 e 70cv. Estes motores valeram para a Suzuki o galardão de inovação no International Trade Exhibit and Conference (IMTEC), em Chicago. De salientar que a Suzuki fez a primeira incursão pelos motores para barcos em 1965, com o D55 (dois tempos 5.5cv de potência). Ainda em 1998, ano em que foram apresentados o Grand Vitara 4x4 e o Kei, assim como as novas versões do Alto, do Wagon R e do Jimny, a Suzuki formou uma aliança estratégica com a General Motors. Mas voltemos às duas rodas. Em 1999, a Suzuki também alcançou vitórias nas competições da AMA Superbikes, AMA 750 Supersport e do FIM World 600 Supersport, com a sua GSX-R a dominar as provas. Janeiro de 2001 trouxe boas notícias para as amantes das altas cilindradas: a GS 1200 SS e a naked GSX 1400. Surgiram, ainda, a Intruder Classic 400 e a Intruder Classic 800, duas cruisers bem ao estilo americano. Actualmente, quem é que consegue ficar indiferente aos modelos desportivos da Suzuki, encabeçados pela série GSX-R e pela incontornável Hayabusa 1300? Para concluir, o que antes era um pequeno grupo de engenheiros, empenhados na concepção de máquinas têxteis, transformou-se numa empresa com milhares de trabalhadores e a exportar produtos para todos os cantos do mundo.

Texto cedido por www.pressmachine.pt. Reprodução não autorizada.

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